{BARANI}

uma família, um cão, uma vida...


Nome: AB
Localização: Portugal

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Só p`ra rir!!!

Quando criei este blog, achei até que seria uma boa ideia, não só porque adoro escrever mas também porque seria uma forma de eu desabafar, de revelar aspectos da minha vida que não revelaria a ninguém. Este seria o MEU cantinho. Onde eu podia escrever, ou publicar o que quisesse e muito bem me apetecesse.

Portanto, não me vou dar ao trabalho de responder a anónimos insignificantes que passam por aqui para me ofender e falar do que não conhecem. Não quero usar este cantinho para lavar roupa suja, ou para responder a pessoas estúpidas cuja existência por ser tão insingnificante apenas se sentem felizes quando tentam atingir os outros com comentários menos agradáveis. Por esse motivo, o comentador anónimo do último post não vai ter a resposta que mereceria ouvir.

Assim, e porque espero que todos os que por aqui passam (anónimos ou não) tenham um inicio de semana alegre e divertido, deixo aqui estas duas anedotas. Que me perdoem os Alentejanos, grandes mártires nesta arte arte de fazer rir, mas estas são mesmo de partir o côco.


Dois Alentejanos resolvem ir a Lisboa passear! Quando chegam lá, o que resolvem fazer? Ir às "meninas".Chegam a um bordel, e depois de terem escolhido as "meninas", vão para o quarto.Quando já estavam quentes e preparados para o "catra-pau catra-pimba", diz a "menina", ao dar-lhe uma camisinha para a mão:- " Olha tens que usar esta coisinha, 'tá bém?"- " Atão porquêi?"- " Isto é para não ficarmos grávidas!"- " 'Tá bém, pode sêri!"

Bem, depois de terem acabado, foram embora p'rá terra.Encontam-se duas semanas mais tarde e diz um para o outro:- " O Cumpadre, aquelas Lisboetas pá! Aquilo é que foi."- " Se foi, ê dê duas trancadas, com'ê nunca tinha dado na vida!"- " Olhe lá, vocemecêi; importa-se qu'elas engravidem?"- " Ê não! Quero lá saberi!"- " Atão vamos tirar estas porras qu'há quinze dias qu'ê na mijo!"

Estavam dois homens e um Alentejano. Um dos homens diz assim:- O pensamento é a coisa mais rápida do mundo, basta uma pessoa pensar e já está.Vai outro e diz assim:- Não, a coisa mais rápida do mundo é a electricidade. Basta uma pessoa ligar o interruptor e acende-se logo a luz.Vai o Alentejano e diz:- Nã senhora, estã todos enganados. A coisa mais rápida do mundo é a caganera. Veja lá que eu esta noite nã tive tempo pra pensar nem tã pouco pra acender a luz e caguê-me todo.

Tenham uma boa semana!

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Vida de cão!


Eu sei que um dos meus grandes defeitos é a intolerância. Para como os outros e para com certas situações que determinadas pessoas cometem e que eu acho intoleráveis. Não que eu me ache perfeita ou incapaz de errar, nada disso. Apenas considero que são erros tão óbvios que por vezes se cometem que as pessoas em questão deveriam ter noção disso e evita-los.

Há cerca de uns meses atrás a minha irmã mudou de casa para um apartamento. Ora, como há cerca de um ano eles viram à venda um cão que eles julgaram ser como o meu, (isto penso eu baseando-me na conversa deles na ocasião e também porque eles nunca foram de estimar os animais).

Tal como dizia e por se ter dado a mudança de casa para um apartamento, eles falaram em abandonar o cão. Aliás, logo que eles perceberam que ter um animal dava trabalho e que ele afinal não era igual ao Barani, falaram em abandoná-lo em qualquer lugar. Eu opus-me sempre e dizia-lhes que se alguma vez tomassem essa decisão eu ficaria com ele.

Não na minha casa, onde apenas vive o Barani, mas num canil que eu tenho perto de casa e onde já viviam sete outros cães. São todos animais que de vez em quando aparecem á minha porta e como eu os trato bem vão ficando. Só por curiosidade, havia eu mudado para aquela casa há pouquíssimo tempo quando foram deixados á minha porta uma ninhada de 6 cachorrinhos lindos e que eu logo adoptei, claro! Portanto mais um não faria diferença.

Foi então que com a mudança deles para a casa nova, me perguntaram se eu sempre estava disposta a ficar com o cachorrito. Um rafeiro arraçado de Husky mas muito meiguinho. Fiquei com o bicho que nos primeiros dias não comia e andava triste, talvez por sentir falta dos donos, ou talvez por mudar de ambiente. Aliás ainda hoje, e embora já coma, notamos nele uma certa tristeza no olhar.

Agora qual não foi o meu espanto, quando ontem fui a casa da minha irmã e mal a minha sobrinha me abriu a porta e disse que éramos nós(eu e a minha filha) ouço a minha irmã gritar da casa de banho pela nossa ajuda pois estava a dar banho a um cão que haviam ido buscar. Quando eu entrei na casa de banho, foi como se tivesse levado um murro no estômago.

Fiquei sem reacção e refugiei-me no meu sobrinho, pegado-lhe ao colo e brincando com ele para não ter que demonstrar o que estava a sentir. A minha filha ajudou e tentou também ela refugiar-se no banho do cão para que ninguém percebesse o quanto estava magoada. O cão, um cocker de dois anos, muito bonito por sinal, no fim do banho passou a fazer as delicias de todos lá em casa. Eu nada disse. Não abri boca porque se o fizesse todos ficariam a saber o quanto esta situação era injusta.

O outro, que eles tencionavam abandonar, se eu não ficasse com ele, porque num apartamento não se podia ter cães, porque tinham um bebé pequeno, e blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá... estava no meu canil, com um olhar triste e quem sabe, se tivesse o poder de raciocínio, um olhar de porquê. "Porque é que eu nunca fui sequer á casa nova?" "Porque é que nem sequer tentaram para ver como eu me portava lá?" " Será porque eu sou um rafeiro sem registo e aquele é um cocker importante que consta no registo dos animais???"

Agora pergunto eu; será justo que um animal só por não ter raça seja preterido em relação a outro só porque este, além de raça tem registo? Que deva ser tratado de maneira diferente? Será que para serem amados por nós ou pelo menos terem a nossa estima, um animal tem que nascer com uma "marca" especial? Não seram todos iguais???

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Parabéns Barani!


Foi há pouco menos de oito anos atrás que surgiste nas nossas vidas. Naquele dia, quando eu olhei para ti, e tu, ainda que de longe, cruzaste o teu olhar com o meu, foi quase como se houvesse uma descarga de energia. A empatia foi imediata e eu percebi que eras diferente de tudo, e de todos os que já conhecera.

De imediato dissera para comigo; é este que eu quero, custe o que custar! Tinhas então dois meses e a partir desse dia adoptamos-te e passaste a ser parte integrante da família. Passaste a ser a nossa mascote, porque eras diferente. Uma bolinha de pêlo branco e preto, que se bambaleava de contentamento à troca de umas festas, onde uns olhos azuis lindos brilhavam e mostravam toda a intensidade da ternura que trazias contigo.

Eras irresistivelmente rebelde e ao mesmo tempo carinhoso, ternurento e brincalhão. Ainda tentamos que passasses a viver na casota que tínhamos para ti mas tu, nem por nada querias estar lá. Ainda tentamos algumas vezes mas tu chegavas sempre a nossa casa uns minutos depois.

E verdade seja dita, embora nenhum de nós admitíssemos, nós também não te queríamos lá. Tu eras o nosso pequenito e já gostávamos tanto de ti que quando tu, rebelde como eras roías a rede da casota e fugias em direcção a nossa casa, nós nem te ralhávamos e recebíamos-te com todo carinho.

Mas não se pense que ficavas à porta, nada disso! Dando vários pulos no ar tu conseguias abrir, sim, tu conseguias abrir a porta de casa puxando o manipulo! Entravas então e acomodavas-te no sofá ou onde calhasse suspirando fundo como se finalmente estivesses bem.

Derretias-nos o coração com as tuas mariquices... a tua ternura... e porque não dizê-lo, os teus beijos. E foste ficando. E tornaste grande, lindo e amado por todos. Hoje todos faríamos qualquer coisa para te ver bem. Amamos-te como se ama alguém que nos é chegado.

Ao longo destes quase 8 anos, fizeste uns tantos disparates mas... o que é que isso importa se sempre te redimias "chantageando-nos" com o amor que impunhas nos teus carinhosos beijos.

Hoje sou eu, a tua "mãe" adoptiva, que através deste post se pretende redimir porque devido á falta de tempo, com um pouco de preguicite á mistura, não o escreveu no dia do teu aniversário. Dia 21 de Janeiro. Como todos os anos tiveste direito ao teu bolo (este ano sem velas) e todo o mimo que daríamos a um filho/irmão pequeno. Mas não houve tempo para post.

Por isso, e com alguns dias de atraso, aqui fica divulgado para o mundo o dia dos teus anos. E para que todos os que por aqui passem fiquem com a certeza que te amamos. Parabéns Barani! Parabéns meu amor!

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

O amor é....


Olá meus amigos. Eu já vos tinha dito que um dia... num outro tempo talvez... talvez até numa outra vida... também eu já fui muito feliz?! Ah pois é...! Apesar de como é do conhecimento de todos, nem sempre ter tido uma vida fácil, nem sempre ter tido vontade de acordar com um sorriso nos lábios, disposta a sorrir para a vida (reparem na minha veia poética) um dia também já fui muito feliz.

E qual o motivo dessa felicidade, perguntam os mais curiosos. O amor! Não há nada que nos faça sentir melhor, que se saber ser amada por alguém. E que dizer do nosso ego?! Xiiiii... esse faz-nos subir aos píncaros.

E nesse sentido ou posso dizer ter sido uma mulher privilegiada porque fui muito amada por alguém. Embora eu não pudesse corresponder a esse amor eu sabia que havia alguém que vivia por mim e para mim. E esse é o melhor motivo que alguém pode ter para sorrir.

E hoje, logo cedo, eu tive a prova disso. Tive o prazer de me cruzar com a pessoa que me fez acreditar, ainda que durante um curto espaço de tempo ,que a vida podia ser diferente. E me fez sonhar... acreditar que valia a pena lutar... que valia a pena tentar.... até eu cair na realidade e perceber que a vida por vezes é bem mais complexa do que parece, e que por vezes, ao contrário do algodão, os sonhos também enganam.

Mas tal como eu dizia, hoje durante um encontro imediato do terceiro grau, os olhos desse alguém responsável pelo sorriso que hoje trago no rosto (um sorriso de orelha a orelha,) cruzaram-se com os meus e o meu sorriso iluminou-se.

Então, olhamo-nos nos olhos durante breves instantes em que eu me mantivera paralisada, incapaz de pronunciar uma única palavra. Instantes que me pareceram uma vida, e aos meus ouvidos chegou um murmúrio, quase como uma melodia que dizia: "Estás linda, e sinto que estás feliz."

Indignada eu nada disse apenas fiz uma expressão de quem não entende o porquê. Como que justificando a minha perplexidade esse alguém respondeu: "Entraste a sorrir, e esse teu sorriso é tão transparente quanto tu. Deverias sorrir sempre assim, porque quando sorris o mundo cai a teus."

Agora meninas (e meninos também claro), roam-se de inveja, mas digam lá que eu não tenho razões para andar meia despardalada e com a cabeça na Lua. Vá, perguntem-me porque é que me estou a rir sozinha que nem uma tonta?!

Sabem porquê? Porque EU SEI que um dia, fui muito, muito, muuuuuito amada por alguém especial. Alguém que seria capaz até de dar a sua vida por mim. Não é toda a gente que tem esse privilégio.

segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Há cada uma....


Hoje não vos quero maçar muito com posts longuíssimos e super pormenorizados. Tenho consciência que por vezes abuso e por isso alguns de vocês já nem por aqui passam. Não os condeno.

Não o faço por mal, mas porque quando começo a escrever apetece-me por tudo cá para fora e escrevo tudo o que me vem á cabeça. E também porque gosto que tirem algum "gozo" daquilo que escrevo. No fundo pretendo também deixar alguma mensagem que deixe que pensar, que toque quem lê o texto.

Agora podem chamar-me comichosa... antiquada... bota de elástico... cota, enfim seja lá aquilo que for... estão à vontade, mas quanto a este acontecimento, eu preciso mesmo me manifestar. Desculpem lá mas alguém tem que fazer alguma coisa. Este país está louco!

Então com a temperatura que esteve hoje, que diga-se de passagem só me fez sair á rua o facto de ter de levar o cão a fazer as suas necessidades, ou para ir buscar lenha para a lareira, não consideram uma loucura umas dezenas de loucos (que me desculpem os ofendidos) fazerem uma espécie de manifestação que implicou andar no metro sem calças.

Dizem os entendidos na matéria que o objectivo dizem: era tornar as pessoas mais alegres e bem dispostas, mais conscientes de que às vezes as regras têm de ser alteradas, e o mundo não pode ser sempre igual. As pessoas vão sempre caladas no metro a pensar que o dia de hoje vai ser igual a todos os dias e hoje iria ser diferente.

Resolveram então fazer esta espécie de manifestação para fazerem as pessoas ficarem mais bem dispostas e alegres. Pelo amor de Deus... o mundo da maneira que está.

Quantos infelizes pobres coitados, estão a bater o queixo de frio debaixo da ponte, ou enfiados num buraco qualquer sem as mínimas condições de sobrevivência e esta "gente" vem fazer uma manifestação destas a troco de nada.

Se o objectivo era pôr as pessoas mais bem dispostas, é óbvio que devem ter conseguido. Quem é que não se partiria de rir ao entrar no metro a bater o queixo de frio, apesar de encasacada, e bem agasalhada e dar de caras com uns malucos semi-despidos. Ainda por cima se a roupa interior chamasse a atenção....

Chamem-me maluca, o que quiserem, mas, a que é que isto nos levou? O que foi que conseguiram além de umas gargalhadas de gozo e uma barrigada de frio. E depois eu é que me considero louca...

terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Há dias assim!


Tinha pensado não escrever este post. Ou melhor, achei que não tinha nada para vos contar a não ser desejar um BOM ANO, coisa que já fiz. Como não sou muito efusiva nessa coisa de passagem de ano, achei que não tinha nada para escrever. Foi apenas mais uma noite... passei-a em casa, sozinha por opção.

No dia seguinte fui jantar fora com a minha filha ao meu Restaurante/Marisqueira preferido (Viveiros do Atlântico). Claro que levei o meu colete novo... E para comemorar o dia optamos por saborear uma Cataplana de Mariscos que, segundo dizia a ementa dava para três pessoas mas que tinha tão bom aspecto que nós não resistimos.

Empanturamo-nos, mas no final ainda sobrou. Confesso: estava Divinal! Bebi um pouquinho de vinho a acompanhar, claro! E estava feliz por estar com a minha filha.

Hoje o dia começou normalmente... as mesmas pessoas... o mesmo trabalho... mas confesso que a dada altura, quase senti uma sensação de felicidade. Gosto do que faço... Gosto de estar onde estou... E gosto especialmente de poder estar a fazer o meu trabalho, com os meus auscultadores a ouvir a música que gosto e sem que ninguém me chateie. O resto é-me indiferente.

Mas o dia foi tão cheio de peripécias que eu tenho mesmo o partilhar convosco, e prolongar como aliás já é meu costume este post. A minha saída para o almoço culminou exactamente com a hora que São Pedro resolveu abrir as portas do Céu, de maneira que até chegar ao carro fiquei ensopada.

Já para não falar que levava comigo um documento importante que me fugiu da mão e foi cair exactamente dentro de uma poça de água. Danadissima cheguei a casa, e ao sair do carro, a garagem estava molhada por causa da entrada do carro e assim, mal pus o pé no chão o salto da bota fininho escorregou , e espalhei-me ao comprido.

Só nesse momento me apercebi que o facto de estar bem mais magra tem a sua desvantagem. A falta de carne que antes me envolvia os ossos atingidos, provocou-me uma dor do caraças tendo como resultado uma enorme nódoa negra na anca. Ok, a coisa estava a correr bem.

Faltava uns minutos para as 6 horas, hora quanto se deu o momento mais hilariante,( se assim o podemos chamar) do dia, quando ouço o meu colega, o único que ainda se encontrava no edifício, resmungar para uns moços que usavam o computador, dizendo que estava na hora de fechar.

Os miúdos disseram qualquer coisa como"ainda faltam uns minutos. (reconheci-os imediatamente), ao que ele respondeu “ não há mas nem menos mas, ás 6 horas quero me ir embora!”

Ouvindo isto e vendo que faltavam apenas uns minutos, começo devagar a encerrar o computador... a arrumar a secretária… afinal uns minutos passam depressa. Quando ouço aquela voz dele bruta, muito autoritária mas ao mesmo tempo educada, gritar do andar de cima para mim. “

Ò A***** aqui está tudo fechado, você depois liga o alarme?” “ Sim, claro, pode ir!” disse-lhe !Venho para cima nas calmas e quando vou desligar as luzes do Hall de entrada, e ligar o alarme, ouço um barulho no andar de cima, algo a cair. Gritei para o segundo piso, que é da responsabilidade do dito colega, chamando por ele e como não obtive resposta, fui ver o que se passava.

Então, qual não é o meu espanto quando dou de caras com os miúdos a quem ele dera pressa porque se queria ir embora. Verdade! E claro, ás escuras porque o fulano lhes desligou o disjuntor, deixaram cair o que tentavam arrumar na pasta do computador. Eu perguntei-lhes o que se passava ao que eles me responderam; “então, aquele senhor apagou-nos a luz!"

Eu digo-vos, fiquei de boca aberta. Então não é que se os garotos não têm a “sorte” de ter deixado cair algo, ficavam lá fechados devido á irresponsabilidade do homem?! Eu nem sequer costumo ir aquele piso e ainda para mais com a luz apagada e depois que ele me disse ter tudo fechado…

Agora estou ansiosa é por contar esta a uma minha colega, a chefe. Às outras eu não conto porque iam interpretar como forma de cusquisse , com intenção de apontar o dedo ou arranjar problemas e eu não gosto muito desse tipo de situação.

Mas a esta eu conto porque nos vai fazer dar umas boas gargalhadas. E assim começou o meu ano. FELIZ 2010 para vocês!

segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

Natal e... disparates!


Facebook! É o novo vício que me tem mantido afastada de vocês. Mas hoje estou aqui para contar as últimas novidades e principalmente como foi o meu Natal. Meu da minha filha e do Barani). Até porque há aí umas meninas impacientes com o facto de eu ainda não ter revelado qual a prenda que recebi e que dizia ser fofinha, quentinha, e verdadeira. Não é verdade menina Abobrinha?

Então cá vai mas como eu sou pessoa de gostar de relatar os pormenores, ainda vai demorar uns segunditos a desvendar o mistério. Pois bem, por motivos que agora não interessam nada, este ano nós três, resolvemos passar o Natal em casa.

Devido ao temporal que se tem feito sentir aqui por estes lados, a véspera de Natal foi sem luz até cerca das 8 horas. (Eu só me pergunto como é que antigamente as pessoas conseguiam viver á luz do candeeiro porque para mim a falta de luz deixa-me a “zanzar” pela casa sem saber o que fazer). Portanto, não fiz nada doces! Nem sequer os meus maravilhosos coscorões (modéstia à parte todos adoram).

No entanto, na consoada tínhamos uma mesa recheada só doces de compra e muitas deliciosas iguarias. Lareira acesa, casa quentinha e… os ditos presentes.

O meu e que, o tal que me que foi oferecido pela minha filhota apenas, e que apenas uma de vocês acertou, foi... um colete de pele! Quentinho, fofinho e verdadeiro porque é pele de coelho autêntica e não uma imitação. Vejam… não é lindo?














É neste exacto momento que começam a reclamar os defensores dos direitos dos animais. Eu sei! Eu sei que os pobres animais sofrem mas, eles sempre tinham que morrer. E depois a maioria de vocês saboreiam a sua carne, não é assim?! Pois eu como não gosto da carne, preferi usufruir da sua pele. Ponto final!

Quanto á minha filha teve também os seus presentes, meus, porque o pai.... pronto, não interessa. Mal ele sabe que os presentes que lhe dei também foram comprados com o seu dinheiro. E até o Barani que adora que tem uma verdadeira adoração por borrego, teve a sua refeição com a qual se deliciou!


Agora no dia seguinte aconteceu algo que preciso mesmo de lhes contar, embora o raio do post já vá longo como o caraças.

Levantei-me por volta das 8 horas, apenas para tomar a medicação porque não gosto de deixar passar os horários. Assim, a cambalear, cheia de sono, vim buscar os comprimidos já separadas pela minha filha no dia anterior, e fui até ao frigorífico como faço sempre, beber leite para engolir os ditos comprimidos.

Ora, meio ás escuras, meio a dormir, em vez de pegar no pacote do leite, peguei no do vinho branco que costuma estar ao lado e que eu apenas uso na comida. Pus o pacote à boca como faço com o leite e embora achasse estranho o sabor engoli rapidamente alguns golos antes de perceber o engano.

Ora, todos sabemos o efeito que faz tomar medicamentos com álcool ainda que acidentalmente. Por isso, e apesar de beber bastante água mal dei pelo que fiz, fui para a cama muito mal disposta. Estive horas para voltar a dormir pois doía-me a barriga, conseguindo adormecer apenas por volta da hora do almoço. Que se lixe, também era Natal!

Não ia fazer almoço pois havia muitos restos do dia anterior. Levantamo-nos e decidimo-nos por ficar por casa. Acendemos a lareira e decidimo-nos por uns filmes na TV. Eram 8 horas quando resolvi ir fazer o camarão que tinha já temperado para petiscarmos qualquer coisa.

Ora, não sei se porque a cabeça já não dá para mais, ou quem sabe talvez, inspirada pelo filme que tinha estado a assistir na TV, o Ratatui, que para quem não sabe, é um rato famoso pelas suas invenções enquanto cozinheiro, o certo é que resolvi inovar e em vez de fritar o camarão com vinho branco como seria de esperar, mais uma vez troquei os pacotes, e usei o leite!

Quando reparei no disparate que estava a fazer já era um bocadinho tarde e resolvi esperar para ver o resultado. Nem á minha filha contei. O certo é que embora ela dissesse tinha um sabor diferente, não o achou mau de todo e acabou por se comer. Agora vejam lá se eu não tenho razão quando digo que estas coisas só me acontecem a mim.