
Facebook! É o novo vício que me tem mantido afastada de vocês. Mas hoje estou aqui para contar as últimas novidades e principalmente como foi o meu Natal. Meu da minha filha e do Barani). Até porque há aí umas meninas impacientes com o facto de eu ainda não ter revelado qual a prenda que recebi e que dizia ser fofinha, quentinha, e verdadeira. Não é verdade menina Abobrinha?
Então cá vai mas como eu sou pessoa de gostar de relatar os pormenores, ainda vai demorar uns segunditos a desvendar o mistério. Pois bem, por motivos que agora não interessam nada, este ano nós três, resolvemos passar o Natal em casa.
Devido ao temporal que se tem feito sentir aqui por estes lados, a véspera de Natal foi sem luz até cerca das 8 horas. (Eu só me pergunto como é que antigamente as pessoas conseguiam viver á luz do candeeiro porque para mim a falta de luz deixa-me a “zanzar” pela casa sem saber o que fazer). Portanto, não fiz nada doces! Nem sequer os meus maravilhosos coscorões (modéstia à parte todos adoram).
No entanto, na consoada tínhamos uma mesa recheada só doces de compra e muitas deliciosas iguarias. Lareira acesa, casa quentinha e… os ditos presentes.
O meu e que, o tal que me que foi oferecido pela minha filhota apenas, e que apenas uma de vocês acertou, foi... um colete de pele! Quentinho, fofinho e verdadeiro porque é pele de coelho autêntica e não uma imitação. Vejam… não é lindo?


É neste exacto momento que começam a reclamar os defensores dos direitos dos animais. Eu sei! Eu sei que os pobres animais sofrem mas, eles sempre tinham que morrer. E depois a maioria de vocês saboreiam a sua carne, não é assim?! Pois eu como não gosto da carne, preferi usufruir da sua pele. Ponto final!
Quanto á minha filha teve também os seus presentes, meus, porque o pai.... pronto, não interessa. Mal ele sabe que os presentes que lhe dei também foram comprados com o seu dinheiro. E até o Barani que adora que tem uma verdadeira adoração por borrego, teve a sua refeição com a qual se deliciou!
Agora no dia seguinte aconteceu algo que preciso mesmo de lhes contar, embora o raio do post já vá longo como o caraças.
Levantei-me por volta das 8 horas, apenas para tomar a medicação porque não gosto de deixar passar os horários. Assim, a cambalear, cheia de sono, vim buscar os comprimidos já separadas pela minha filha no dia anterior, e fui até ao frigorífico como faço sempre, beber leite para engolir os ditos comprimidos.
Ora, meio ás escuras, meio a dormir, em vez de pegar no pacote do leite, peguei no do vinho branco que costuma estar ao lado e que eu apenas uso na comida. Pus o pacote à boca como faço com o leite e embora achasse estranho o sabor engoli rapidamente alguns golos antes de perceber o engano.
Ora, todos sabemos o efeito que faz tomar medicamentos com álcool ainda que acidentalmente. Por isso, e apesar de beber bastante água mal dei pelo que fiz, fui para a cama muito mal disposta. Estive horas para voltar a dormir pois doía-me a barriga, conseguindo adormecer apenas por volta da hora do almoço. Que se lixe, também era Natal!
Não ia fazer almoço pois havia muitos restos do dia anterior. Levantamo-nos e decidimo-nos por ficar por casa. Acendemos a lareira e decidimo-nos por uns filmes na TV. Eram 8 horas quando resolvi ir fazer o camarão que tinha já temperado para petiscarmos qualquer coisa.
Ora, não sei se porque a cabeça já não dá para mais, ou quem sabe talvez, inspirada pelo filme que tinha estado a assistir na TV, o Ratatui, que para quem não sabe, é um rato famoso pelas suas invenções enquanto cozinheiro, o certo é que resolvi inovar e em vez de fritar o camarão com vinho branco como seria de esperar, mais uma vez troquei os pacotes, e usei o leite!
Quando reparei no disparate que estava a fazer já era um bocadinho tarde e resolvi esperar para ver o resultado. Nem á minha filha contei. O certo é que embora ela dissesse tinha um sabor diferente, não o achou mau de todo e acabou por se comer. Agora vejam lá se eu não tenho razão quando digo que estas coisas só me acontecem a mim.